quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasileirão 2011 - Campeonato encerra com promessa de jogos épicos.

Zinho, do Palmeiras, fugindo da marcação corintiana.
          18 de Dezembro de 1994, final do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Corinthians e o lendário Palmeiras decidiam o título - a famosa equipe de Roberto Carlos, Rivaldo, Zinho e Edmundo levou a melhor. 17 anos depois, no mesmo palco, os clubes protagonizarão o principal jogo da última rodada do Brasileirão. De um lado, a equipe do Parque São Jorge, maior concorrente ao título, busca, no mínimo, um empate pra que possa levantar a taça. Do outro, o alviverde, sem ambições de colocação, tenta acabar com o sonho do seu maior rival e dar o título ao Vasco, que vai cravar outra batalha contra o Flamengo.
          A ocasião sugeriu, entre imprensa e torcedores, a hipótese da "motivação extra" dos palmeirense pra que seu rival não levante a taça.
          Em entrevista à emissora RedeTV!, o atacante da equipe do Parque Antártica Ricardo Bueno afirmou haver, sim, uma vontade especial de deixar no 'quase' o grito de campeão dos corintianos. No entanto, seu treinador Luís Felipe Escolari, em outras ocasiões, negou a ambição de sagrar o Vasco campeão, mas afirmou lutar pra vencer pela honra da equipe.
          Patrocinando conversas de mesas de bares e pautando debates de programas esportivos, o assunto, desde sempre polêmico, não pretende ser esclarecido nem tão cedo. Afinal, o futebol é feito de clubes, clubes são feitos por torcida, a torcida é cativada pela história e a história gera clássicos. É o processo natural do tão mágico futebol. Desvendar essa mágica seria entender o motivo de nos encantarmos com a bola rolando e, consequentemente, desencantarmos - além de calar aquelas mesas de bares e aqueles debates esportivos.

Gabriel Carlos

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