domingo, 2 de dezembro de 2012

Só espero que a injustiça seja feita!

          Em outro dia, ouvindo de longe a TV, uma entrevista me foi pertinente. O parente de uma vítima de estupro declarou estar torcendo pela justiça informal que o criminoso estaria intimado a sofrer dentro do presídio - claramente se referindo aos abusos sexuais contra quem pratica esse ato.
          A quebra da situação com uma resposta que não fosse racional e politicamente correta, além de dar um ar inusitado à transmissão, deixou espaço para uma interpretação sobre a eficiência da penalidade judiciária do país.
          No momento, tentei puxar à memória alguma manchete que denunciava um estuprador que, depois de cumprir pena, voltou a praticar tal ato. Nem em pesquisas pude encontrar. Levando em conta que, nesses casos, todos são supostas vítimas do eros dos demais encarcerados e deixando um pouco de lado a ética - já que, através dela, devemos obediência ao estado em troca de proteção legal - o tratamento que ele recebe dos colegas de cela vem sendo bem mais eficaz que todo o planejamento carcerário voltado à reabilitação do delinquente, que não cumpre seus objetivos nem em casos de pequeno furto.
          Por esse motivo, no momento, pensei que a resposta impulsiva do entrevistado fosse uma solução coerente, mas me empolguei demais. Esse pensamento bem voltado ao Código de Hamurabi é o básico de uma desorganização social.
          Com isso, a justiça, na minha opinião, não precisa ser feita, mas construída. Cadeia a todos os criminosos, provavelmente, não resolveria o problema, já que, além de não conseguir devolver cidadãos dignos ao meio social, outros vários ladrões, estelionatários, corruptos, infratores e estupradores estariam, facilmente, sendo formados num ambiente tão ambicioso e egoísta que temos.
          O que precisamos, certamente, é muito simples, mas muito distante na nossa realidade. É lamentável saber que problemas dessa natureza poderiam ser resolvidos através do uso do extinto bom senso, que deixa saudades! Esse tom desumano seria passível de uma grande revolução dos costumes sociais, mas me parece ser incoerente precisar derrubar uma Bastilha para, sobre os escombros, dizer apenas que precisamos amar o próximo, por exemplo. A verdade é que, pra que tudo isso seja resolvido, estamos a mercê de um passe de mágica!

Gabriel Carlos

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Eleições de Mossoró: (ir)realismo x pop art.

Baixada a poeira das eleições, criei coragem de resgatar esse texto e publicá-lo.


          Já é bem evidente o desligamento de toda a estrutura política atual do antigo conservadorismo ideológico que cada partido ou coligação tinha. Os eleitores que, a princípio, defendia as raízes da sigla em que são adeptos, se deixaram levar tanto pelo mau uso dessa organizações como pela desconstrução histórica que se dá a cada medida tomada em prol do sucesso dessas campanhas.
Obra Realista, carregada do tom vermelho.
          No Realismo Social - estilo artístico adotado como propaganda do socialismo soviético -, as telas de cada obra carregavam, em sua essência, o vermelho. Os partidos de esquerda, então, ganharam na sua bandeira, de herança, tal cor deveras marcante. No entanto, o Partido Socialista Brasileiro (observe bem: SOCIALISTA!) lançou uma candidata à prefeitura da cidade de Mossoró e, em sua campanha, a principal cor foi o... verde! Esse possível desgosto que Serguei Eisenstein sentiria pode nos lembrar que, nesse período, o PSB foi, no máximo, a casa de um grupo de amigos que montaram sua chapa eleitoral - até pelo fato de que o sobrenome de tal candidata nos remete bem mais a um absolutismo e nem tanto a um governo para o povo.
Obra Pop-Art, carregada do tom laranja.
          Por outro lado, concorrendo diretamente com essa promessa socialista de tom esverdeado, o partido Democratas, que se vestiu de azul nas últimas campanhas da cidade, escolheu a cor laranja para enfeitar (com toda a subjetividade do termo) sua corrida à prefeitura. Associando, mais uma vez, ao âmbito artístico, me veio à cabeça o movimento Pop-Art, que tinha como objetivo, primeiramente, não dar um sentido histórico e carregado à sua obra, mas de chamar a atenção dos que a viam - por coincidência ou não, o próprio laranja era um recurso para que os artistas chegassem a esses fins. O DEM, então, que parece ter escolhido a dedo a aparência estética de sua campanha, se apossou bem dos recursos de marketing e, mais uma vez, chegou ao poder municipal.

          Os candidatos atuais, (ab)usando (d)as siglas políticas dessa forma, jogam no lixo toda a história em que eram inseridas, marcadas por jargões, cores, entre outros. Por último, só um humilde pedido: que essa história de clubinho de amigos num mesmo grupo eleitoral não atinja patamares drásticos, pois não gostaria de ver numa campanha o partido "Os Socialistas Play's" representado pelo número 69 e colorido de rosa só por ser da moda.


Gabriel Carlos

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os cegos do castelo

          Apesar da maior instrução levar à clareza mental e nos afastar da "cabeça vazia" - que costumam dizer que é oficina do diabo -, somente ela não subsidia a regularidade e transparência nas medidas tomadas em órgãos de gestão social. Ainda é possível controlarmos toda a sociedade tendo como arma principal nossa índole, mas nem tanto nossas capacidades.
          Agora, vamos julgar os gestores legislativos de nosso país. Seus diplomas invejáveis, vocabulários rebuscados, até, e a facilidade de falar outros idiomas que, inicialmente, são quesitos invejáveis, representam um dos sistemas mais questionados de toda a estrutura política brasileira. Eis provas de que só conteúdo não convence.
          Por outro lado, somos capazes de atingir um alto índice de prestígio social. Carisma, identificação com a massa e mostrar vontade de trabalhar são ingredientes que, seguidos de capacidade profissional - aí, sim! -, formam grandes ídolos em suas gestões. O ex-presidente Lula, por exemplo, veio do povo, tinha o olhar do povo, queria o que o povo queria e, com o sucesso de seu mandato, se tornou um imortal da política enquanto doutores qualificados "só" elogiam sua palestra.
          Ao fim, vemos que a capacidade, em sua essência, nem sempre vem de métodos profissionalizantes, mas pode estar em qualquer um e, aliada à força da popularidade, culmina, certamente, em bons frutos.

Gabriel Carlos

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Eu te amo!" ED, Robô

          Com aquela história (pra alguns) já manjada de que o capitalismo, por impulsionar o consumismo, patrocina a desvalorização entre os membros de uma sociedade, fui puxando a linha do novelo até não ter mais o que desenrolar. Digamos que seja uma inversão de valores, né? Se, antes, tínhamos em primeiro plano os coleguinhas de sociedade, hoje temos no patamar mais alto das prioridades todos os bens materiais que a mídia impõe.

          Mas vou mudar o rumo, agora, pra que não se faça desse post um daqueles gritos no megafone que ninguém mais escuta. Nas últimas semanas precisei dissertar sobre o bullying: era tudo mais legal quando se usava qualquer termo brasileiro e ninguém dava importância. Mas o nome é bonito, é norte-americano. Aliás, os EUA tem forte influência nessa história de consumismo, não é assim? Pois bem. Certo que não é exatamente por aí, mas meu olhar disléxico vê, sim, uma relação entre isso. Talvez seja pelo fato do próximo  não ser mais uma prioridade que essa palavra (e atitude) tenha(m) virado moda. Mas, parem pra pensar... A criança cresce num mundo competitivo entre toda e qualquer pessoa. O melhor "eu te amo" que ela já ouviu foi de um boneco comprado no camelô, já que os pais só trabalham. É compreensível que qualquer pessoa seja considerada por ela como um concorrente; é o que ela vê da janela. E se um "concorrente" não está nos padrões da sociedade, a tradução disso em proporções adolescentes é o próprio bullying - alguém que se encaixa nos manequins ideais (principalmente físicos, mas também psicológicos) acaba se vendo no direito de julgar, afrontar, desafiar e até agredir os concorrentes mal sucedidos, digamos assim.

          Só que tem também os concorrentes bem sucedidos. Eles, por si só, já ameaçam, sem precisar bater de frente ou sequer se colocar acima. E ninguém quer dar a cara a bater a eles. O jeito é de longe. Talvez seja muita viagem, já... Mas deve ser isso o tal de cyberbullying. De longe, onde ninguém alcança: mete brasa!

          Agora, pra uma conclusão de efeito, digamos que seja essencial uma proposta de resolução de problema e, pra ilustrar, um culpado. Vou mudar um pouco, já que soluções existem várias e, culpados, mais ainda. É necessário, com certeza, atingir a juventude, maior protagonista desse problema social, com qualquer que seja a solução escolhida. Mas talvez seja prioridade mesmo escalar combatentes que consigam vencer o metodismo da classe ativa economicamente. É ela quem representa todo o cenário em que a criança, até então inocente, vai se moldando.

"O ser humano nasce livre, a sociedade o corrompe." - Jean-Jacques Rousseau




Gabriel Carlos 
Créditos: Isis.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Algum anexo aleatório


O poder da publicidade na televisão

        Quem nunca ouviu a frase "A propaganda é a alma do negócio" não é mesmo? A partir dela é formada a imagem do produto, são geradas ideias e incentivos para o consumidor. Na publicidade usa-se muito o artifício de exagerar para convencer ou impressionar, como por exemplo nas propagandas de cervejas com mulheres bonitas e de biquini, pessoas felizes e saudáveis ao beber refrigerante ou até mesmo cabelos perfeitos e sem fios brancos, peles limpas e sem rugas nas propagandas de tinta e cosméticos. 
Uma jogada de marketing tem como objetivo atrair, convidar, questionar, convencer ao comprador que o seu produto é o melhor para que consiga vendê-lo e superar a concorrência, mas nada de usar o lado apelativo. Um dos pontos mais importantes na área de propaganda é escolher em qual mídia investir: Outdoors, panfletos, rádio, revistas e o que vem sendo muito valorizado, a televisão. 
A televisão é um meio audiovisual de grande impacto, mostrando bem o produto e suas qualidades, uma propaganda criativa e bem elaborada funciona como um ótimo artifício nas vendas, contando com a vantagem de resultados rápidos devido a grande cobertura a nível regional ou nacional.  A propaganda através da TV também permite a seleção de horários, acréscimo de patrocínios e permite margem a variadas interpretações.
Porém, assim como tudo, ela possui suas desvantagens, o tempo de duração é curto para um elevado custo de produção, é necessário um investimento significativo para um impacto mínimo. Muitas vezes não são direcionadas a um público específico e acabam sendo ignoradas por alguém que muda de canal assim que ouve um "voltaremos após os comerciais" ou não é assistida por aqueles que não possuem televisão ou não gostam da mesma. 
Independente do meio de publicidade que você escolher, lembre-se de mostrar só o que é verdadeiro e aquilo que chame a atenção, abuse da criatividade, das cores, capriche na embalagem do seu produto e não esqueça, a sua propaganda é a imagem do seu negócio. 



domingo, 4 de dezembro de 2011

Sob dificuldades, futebol mossoroense inicia sua preparação para o Campeonato Estadual de 2012.


          Em abril de 2004, a cidade de Mossoró, pela primeira vez, conquistava a hegemonia do futebol norterriograndense - a equipe do Potiguar, comandada pelo técnico Miluir Macedo, bordava a estrela dourada no peito. Dois anos depois, o Baraúnas repetia o feito de seu maior rival, cravando a cidade como a 2º força do estado. Hoje, quase 8 anos depois do primeiro título, os clubes mossoroenses sofrem da desconfiança de investidores ao tentarem montar seu elenco.

Em péssimo estado, o Nogueirão sofreu mínimas alterações pra que
pudesse sediar jogos do Campeonato Potiguar.
           



          Frequentemente classificados para o Brasileirão ou Copa do Brasil, Potiguar e Baraúnas, representantes mossoroenses do Campeonato Estadual, sofriam com a estrutura do Nogueirão, estádio em que mandam seus jogos, sempre questionada às vésperas dos certames nacionais. Sem investimento público, a casa dos clubes mossoroenses, aos poucos, se encontrava passível às punições de interdição. No ano de 2010, por exemplo, parte dos jogos que seriam mandados em Mossoró se transferiram para a cidade vizinha de Assú, no estádio Edgarzão.
          Para a temporada de 2012, não foi alimentado o sonho do grande investimento municipal. Agindo por si só, os dirigentes promoveram eventos de apresentação do elenco, onde foram, também, lançados projetos de publicidade, além de pacotes de ingressos e sócios, o que deve subsidiar a bem planejada temporada do ano de 2012.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Com novo patrocinador, Neymar fecha renda mensal de R$ 3 milhões

          Para os santistas, o ano de 2010 foi inesquecível - depois de dois anos lutando contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, os meninos da vila despontaram na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista encantando o mundo com o resgate do futebol arte. Como consequência, a ambição europeia fez o famoso "desmanche" no elenco da equipe praiana.
Neymar no evento de um dos seus patrocinadores
          Quase dois anos depois, Neymar, grande destaque do elenco, recusou propostas milionárias de clubes como Chelsea e Real Madrid. Além da preferência pela terra tupiniquim, o craque contou com um projeto ousado da diretoria do peixe pra usufruir de um salário astronômico ainda em terras nacionais. Luís Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos, abriu mão de 90% dos direitos de imagem do atleta pra mantê-lo até a Copa do Mundo de 2014. Com o acordo, o atacante, que tem um salário fixo de R$ 1,5 mi pago pela diretoria do seu clube, conseguiu seu nono contrato publicitário e dobrou a renda mensal - o camisa 11 do peixe se aproximou dos R$ 3 mi.
          Num evento que apresentou o projeto santista para o centenário, que vai acontecer no próximo ano, Luís Álvaro justificou o sucesso de Neymar com a publicidade, destacando seu sorriso, segundo ele, contagiante, e sua personalidade descontraída, o que vem influenciando os jovens fãs.
          Alvo das mais variadas lentes, o dono do moicano mais famoso do mundo vem aproveitando de seu carisma e se tornando, ainda aos 19 anos, um milionário, vítima do gigante mundo da bola.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Rock Grande do Norte




        Na realidade nordestina há uma predominância do rítmo musical "forró", onde a maioria dos eventos são abrangidos para esse público. Mas em uma cidade com aproximadamente 263.344 habitantes, existem também aqueles que não gostam de forró.
Quem mora em Mossoró vive a realidade de uma cidade com pouquíssimos eventos voltados para o rock, seja por parte de autoridades ou de clubes privados. Analisando o ponto de vista capitalista é até cabível agradar o público em maioria, porém é importante saber que tal cidade é carente de PUBs, rockbars, e ambientes que valorizem a cultura do rock. 
Pensando nesses aspectos foi criado o festival "Rock Grande do Norte", que tem como objetivo valorizar o trabalho das bandas locais e regionais, e já está desenvolvendo a sua 3ª edição. Nesse ano, a produtora Côco Lôco resolveu fazer uma relação ao Rock in Rio trazendo bandas cover de atrações importantes para o rock nacional e internacional em especial para essa nova edição do festival.
As apresentações serão realizadas nos dias 9 e 10 de Dezembro de 2011 no Porcino Park Center, e serão reservados mais dois dias para palestras e workshops.
Entre as bandas confirmadas para o evento, estão: Los Hermanos cover (banda desventura), Queen cover (banda killer queen), Renato Russo cover (Dimas Borba), Guns ‘N Roses cover (Guns cover Brazil), Banda trinta de outubro, J players, Caixa Pop, Seyfer, Projeto Trinca, Sfinge e Elizabeth Freitas, que fará o pré-lançamento do seu 1º CD com músicas independentes.


A nova praça "Bento Praxedes"

       Até o século passado, a "Bentro Praxedes" era apenas uma quadra de rua. Depois virou uma praça e passou por várias reformas, até a nova reforma feita pelo governo Mossoró da gente. Revitalizada, a praça ocupa a área de 3.657,77 m², representando um investimento da municipalidade da ordem de R$1.292.296,66.
       A praça está sendo reinaugurada nesta sexta-feira (2), e será entregue pela prefeita Fafá Rosado, a partir das 17h, com diversas atividades culturais e apresentações musicais.
        A nova "Bentro Praxedes" foi construída em piso cerâmico, blocos de concreto de elevado padrão de resistência, intertravados, sinalização tátil em mosaico para facilitar o acesso de portadores de necessidades especiais. Um pórtico central dá sustentação a dois relógios analógicos revestidos em chapa de alumínio escovado.
        Uma fonte luminosa ocupa uma área de 210 m² revestida com pastilhas em porcelana e 116 projetores de luz subaquática, 120 bicos aspersores e sete conjuntos de moto-bombas, e uma passarela interligará os lados da fonte. A praça terá 28 bancos com estrutura de ferro e 28 assentos em madeira ipê, postes com lâmpadas a vapor e outros 26 postes decorativos com duas lâmpadas de vapor metálico de 150 watts cada.
     A praça terá também o balcão de informações turísticas, abrigo e vagas para táxi, 52 vagas de estacionamento para carros e uma área de 216 m² destinada a motos e bicicletas, veículos utilizados por comerciários do centro.
        Ao reconstruir a histórica "Praça do Codó", a prefeita Fafá Rosado atendeu a um antigo pleito da classe empresarial e os comerciários dessa área de Mossoró. A praça estava muito degradada e, o projeto antigo, atrapalhava o escoamento do tráfego, intenso nesta região da cidade. O novo projeto prioriza a questão do espaço, agora bastante ampliado.
     Por outro lado, a reforma da praça veio com uma série de reclamações de moradores da cidade, alegando que o dinheiro é investido somente em praças e em coisas sem tanta necessidade ao invés de ser investido em escolas, hospitais etc.

"Agora a praça ganha uma versão urbanística definitiva. Um monumento ao passado e ao futuro de Mossoró. Uma obra que ficará para a história das novas gerações", diz a prefeita Fafá Rosado.

Confira a programação de inauguração:

nova praça Bento Praxedes






Rafaela Rodrigues
17h00: Apresentação da Cia Pão Doce de Teatro;
17h30: Apresentação do grupo cancioneiro ambiental;
18h00: Primeiras badaladas do relógio, início do funcionamento da fonte luminosa e apresentação do Coral da Petrobras;
18h30: Concento da Banda de Música Artur Paraguai;
19h00: Apresentação do cantor Jomar de Castro e convidados;
19h45:  Lançamento do programa "Mossoró mais verde";
20h00: Solenidade de inauguração;
22h00: Apresentação da cantora Symara Tâmara;
23h00:Apresentação do cantor Oswaldo Montenegro.

Depois de quase 14 anos, Fátima Bernardes deixa a bancada do Jornal Nacional

Anúncio foi feito na manhã de hoje (1).

          Quase uma década e meia depois, a apresentadora Fátima Bernardes, da Rede Globo, informou que está deixando a parceria profissional com seu marido, Willian Bonner, no Jornal Nacional. Fátima afirmou se dedicar a um programa próprio de estilo ainda não divulgado, com o qual já lutava pra que fosse integrado à grade de programação da emissora. A notícia foi lançada à mídia num discurso, onde foi apresentado, também, a substituta do jornal, Patrícia Poeta, que vai abrir sua vaga no Fantástico para a repórter Renata Ceribelli. As três apresentadoras, Willian e um dos principais editores estiveram presente no evento.
          Desde sua infância, Fátima demonstrava o interesse em seguir a carreira do balé e estudou sobre isso até seus 17 anos, quando chegou a dar aulas para crianças. No entanto, percebeu sua identificação com jornalismo e ingressou na Escola de Comunicação da UFRJ. Depois de sua graduação, iniciou a carreira no jornal de bairros “O Globo”, em 1985 e, no ano seguinte, ingressou num curso de telejornalismo da TV Globo, o que garantiu um trabalho temporário na emissora. Inicialmente, fez reportagens locais, onde se destacou e, posteriormente, foi escalada para apresentar o RJTV 3ª edição. Aos poucos, suas matérias tomavam espaço em jornais transmitidos a nível nacional. Em 1989, foi escalada para apresentar o Jornal da Globo, ao lado de Eliakim Araújo, que veio a ser substituído por William Bonner. Nessa ocasiãno, formaram dupla pela primeira vez - a parceria foi tão bem sucedida que terminou no casamento dos apresentadores. Fátima também chamou atenção ao gravar uma das famosas campanhas de fim de ano da emissora dançando balé.
          Seu auge veio ao apresentar o Jornal Nacional, também ao lado de seu marido. O programa, inclusive, tem a característica de identificar-se com os seus apresentadores - Cid Moreira e Sérgio Chapelin, assim como Willian Bonner e Lillian Witte Fibe são provas disso -, o que deixa inevitável aquela repetitiva frase "Sem essa dupla, o jornal não será o mesmo!" e tirando da propriedade do Willian o apelo "Onde está você, Fátima Bernardes?"


Gabriel Carlos e Raissa Gurgel.